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O Rei do Rock Elvis Presley - Considerado Revolucionário da Moda

A Vida:
Foi um famoso músico e ator, nascido nos Estados Unidos da América, sendo mundialmente denominado como Rei do Rock. É também conhecido pela alcunha Elvis The Pelvis, apelido pelo qual ficou conhecido na década de 1950 por sua maneira extravagante e ousada de dançar. Uma de suas maiores virtudes era a sua voz, devido ao seu alcance vocal, que atingia segundo especialistas, notas musicais de difícil alcance para um cantor popular. 
A crítica especializada reconhece seu expressivo ganho, em extensão, com a maturidade; além de virtuoso senso rítmico, força interpretativa e um timbre de voz que o destacava entre os cantores populares, sendo avaliado como um dos maiores e por outros como o melhor cantor popular do século XX.
Na Moda:
A influência de Elvis Presley na moda é bem maior do que a maioria dos fashionistas gostaria de admitir. Afinal, o astro imortalizou o macacão com capa, pedras preciosas, correntes de ouro e fartas costeletas. Mas limitar a imagem do Rei e sua influência fashion a esse figurino é esquecer sua longa e complexa história. O garoto de visual comportado do sul dos Estados Unidos, que se apresentava de terno e gravata, deu lugar ao jovem contestador de roupas de couro e se tornou um fenômeno que determinou o look dos anos 1970.
Itens Básicos da Moda:
Se hoje a calça jeans, a camiseta branca e a jaqueta de couro estilo aviador são itens básicos de qualquer guarda-roupa, agradeça a Elvis Presley. O cantor americano, ao lado dos atores James Dean e Marlon Brandon, popularizou as peças - até então usadas somente por trabalhadores braçais - e também o rockabilly, misturando batidas de country e rhythm and blues. Com o fim da guerra e do racionamento de produtos têxteis, e a ascensão do american way of life, a moda encontrou o cenário ideal para crescer na década de 1950.
Luxuria e Alta – Costura:
Ao mesmo tempo em que a luxuosa alta-costura de Christian Dior conquistava espaço com o “New Look”, o visual rebelde também ganhava força entre os jovens, impulsionado principalmente pelo cinema. 
Os Filmes: 
Os filmes eram os grandes lançadores de tendência e as estrelas de Hollywood eram referências indiscutíveis de moda. Elvis fazia parte dessa constelação: atuou em 31 filmes, e, apesar de não ter sido indicado ao Oscar por nenhum deles, tornou-se um ícone do cinema, da música e, claro, da moda. 
O Sucesso Mundial: 
Em 1956, o cantor deixou de ser um sucesso local para se tornar fenômeno mundial e ganhou o apelido que o tornaria imortal: “Elvis, the Pelvis”. Sua atitude ousada o transformou em lenda. 
Elvis Presley
A Sensualidade:
Elvis não tinha medo de ser sensual e se mostrava seguro tanto nos palcos quanto nas telas. Por isso seduziu o mundo e segue exercendo sua influência até hoje, 35 anos após a sua morte. 
Coleção Inspirada:
Em janeiro deste ano, por exemplo, a coleção de inverno do estilista Fause Haten, exibida no SPFW, foi inspirada no Rei do Rock. E seu estilo batizou até mesmo desenhos de roupas, como o Elvis Dress, de Catherine Walker, uma das estilistas preferidas da Princesa Diana, que usou diversas vezes o look inspirado no astro.
Homenagens no Brasil:
Para homenageá-lo, este ano o Brasil receberá dois eventos dedicados ao cantor. Em setembro, a exposição “Elvis Experience”, em São Paulo, exibirá cerca de 500 objetos pessoais do Rei, entre roupas, fotos e até um carro. Priscilla Presley, ex-mulher do cantor, virá especialmente para a inauguração da mostra. 
E, em outubro, a turnê "Elvis Presley in Concert" passa por São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. Nos shows, que já estão com lotação esgotada, os fãs poderão matar um pouco a saudade: contando com a ajuda da tecnologia, Elvis canta e interage com banda e a platéia. Uma ótima chance de rever mais uma vez o estilo inconfundível do Rei do Rock.

Citação: 
"A imagem é uma coisa e um ser humano é outra. É muito complicado viver de acordo com uma imagem."
(Elvis Presley)









Para Relembrar: 
‘’Suspicious Mind’’

Estilista considerado o arquiteto da costura - Cristóbal Balenciaga


O purista e classicista Balenciaga era um homem discreto, exigente e de uma elegância refinada. Era um dos poucos estilistas que sabia cortar e costurar com perfeição. Considerado o grande mestre da alta-costura, o espanhol Cristóbal Balenciaga era uma espécie de arquiteto da costura. A base de sua arte estava na solidez de suas linhas clássicas. Ele acreditava na continuidade do seu trabalho através da temporalidade da moda.
O "belo Balenciaga", como também era chamado, criou várias silhuetas para a mulher, brincando com as proporções e as cores, sempre com resultados surpreendentes.
Em 1915, abriu sua primeira casa de costura em San Sebastian, cidade próxima à sua. Seu sucesso não demorou a chegar e, em pouco tempo, se transferiu para Madri. Em 1936, decidiu se mudar para Paris e, em agosto do ano seguinte apresentou sua primeira coleção. Nesta década de 30, Balenciaga já havia ganhado a fama de melhor costureiro da Espanha. Entre 1936 e 1937, mudou-se para Paris.
Dez anos antes do “New Look” de Dior, que viria revolucionar a moda da época, as criações de Balenciaga começaram a atrair as damas da sociedade e atrizes famosas para sua maison, que ficava no número 10 da avenida George 5º, em Paris.
A experiência adquirida em alfaiataria permitia que o espanhol não só desenhasse seus modelos, mas também os cortasse, armasse e costurasse, o que não é comum aos estilistas, que em geral apenas desenham suas criações.
A perfeição nas proporções conseguida por Balenciaga em seus modelos aproximava sua arte da arquitetura. Considerado o grande mestre da alta-costura, seu estilo elegante e severo, às vezes dramático, tornaram inconfundíveis suas criações.
As cores que usava nesta época eram sóbrias, como tons de marrom escuro, porém ganhou, posteriormente, fama de colorista.
Em 1939, lançou o corte de manga com a aplicação de um recorte quadrado e uma linha de ombros caídos, com cintura estreita e quadris arredondados. 
No ano seguinte, apresentou o seu primeiro vestidinho preto, com busto ajustado e quadris marcados por drapeados, além de abrigos impermeáveis em tecidos sintéticos.
Em 1942, as jaquetas largas e as saias evasês compunham a chamada “linha tonneau”. 
O primeiro paletó-saco e os redingotes com mangas-quimono surgiram em 1946.
Suas coleções de 1947 e 1948 tiveram inspiração espanhola, com elegantes vestidos e boleros de toureador para a noite.
Seu primeiro perfume, “Fruites des Heures” foi criado em 1948.
Em 1949, fez mantôs muito largos e, em 1950, vaporosos e retos, além do vestido-balão.
Na década de 50, Balenciaga apresentou lã tingida de amarelo-vivo e cor-de-rosa.
Balenciaga viveu o auge de sua fama e criação durante os anos 50, começando em 1951, mudando a silhueta feminina ao eliminar a cintura e aumentar os ombros, num talhe muito acentuado.
Em 1955, criou o vestido-túnica e, em 1956, subiu as barras dos vestidos e casacos na frente, deixando-as mais compridas atrás, além do primeiro vestido-saco. Em 1957, apresentou o vestido-camisa. 
A linha “Império” foi criada em 1959 e veio com a cintura alta para os vestidos e os mantôs em forma de quimonos.
Durante os anos 60, Balenciaga criou casacos soltos, amplos, com mangas-morcego e, em 1965, apresentou os primeiros impermeáveis transparentes em material plástico.
Sua última coleção foi lançada na primavera de 1968 – ano em que se aposentou e fechou sua maison – e mostrou jaquetas largas, saias mais curtas, vestidos-tubo e muitas cores.
Desde 1997, o francês Nicolas Ghesquière cuida da criação da marca, que foi comprada pela poderosa Gucci em julho de 2001.

Frase de inspiração do estilista:
"Não acrescente detalhes inúteis a um vestido. Não coloque uma flor simplesmente porque você tem vontade de fazê-lo, mas para indicar o centro da cintura, o ponto final de um desenho."
(Chistóbal Balenciaga)

A estilista que teve o design da inovação - Elsa Schiaparelli


Nos anos 1930, a italiana Elsa Schiaparelli ganhou fama na moda por suas criações exóticas e excêntricas para a época. Amiga de artistas como Jean Cocteau e Salvador Dalí, foi influenciada pelo Surrealismo e pelo Dadaísmo. Elsa criou o famoso chapéu em forma de sapato, a bolsa-telefone e deu ao design de moda status de arte. O rosa-shocking usado em suas criações se tornou sua assinatura e símbolo de ousadia do estilo.
Usando roupas como um meio para expressar suas idéias originais. Nos anos trinta, seu período de auge criativo, seu salão transbordou com o selvagem, o lunático, e até mesmo o ridículo. Muitos de seus projetos loucos poderia ser puxado para fora só por uma mulher de grande substância e estilo.


Frase de inspiração da estilista:
‘’Um vestido não pode simplesmente ficar pendurado numa parede como um quadro, ou permanecer intacto como um livro e ter uma vida longa e protegida.’’
(Elsa Schiaparelli)


Algumas de suas criações:


Lobster Telephone, 1936    Salvador Dalí

A Revolucionária Editora de Moda - Diana Vreeland


Diana Vreeland (1906 - 1989) pode ser considerada a inventora da profissão 'editora de moda' como a conhecemos hoje. Contratada pela revista Harper's Bazaar em 1939, fez um trabalho criativo revolucionário, substituindo as damas da sociedade que posavam para as fotos de moda, por mulheres realmente interessantes e dignas de admiração das leitoras.

Deixou a Harper's Bazaar 25 anos depois, quando foi convidada para trabalhar na revista Vogue americana, como diretora. Lá, também realizou um trabalho brilhante, tornando a revista uma referência mundial no setor das publicações de moda. Em 1971 deixou a Vogue e tornou-se consultora do Costume Institute of the Metropolitan Museum of New York, onde coordenou memoráveis exposições de moda e estilo.
‘’Se você não se veste bem todos os dias de sua vida, jamais estará bem vestida no sábado à noite.’’
(Diana Vreeland)