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Floral com estilo dark - Que marca o início do Outono/Inverno 2014

Com referências em pesquisas realizadas no site da Revista ‘’Vogue’’, mais uma estampa que chega com tudo para ficar neste Outono/Inverno 2014, foi denominada como ‘’Dark floral’’, a qual consiste em seu uma estampa sobre o fundo negro, flores tropicais multicoloridas.
A estampa consiste em sinalizar/simboliza o início da meia estação, a qual estamos vivendo no momento é o ‘’Outono’’, mais que estará presente no ''Inverno'' também.


Esta nova tendência em estampa surgiu com uma das primeiras aparições em uma manhã fria com Sarah Jessica Parker, coberta com um mantô da grife Dolce&Gabbana. Entre outras celebridades consideradas lançadoras de tendências. Como Nicky Hilton, que usou seu vestido Peter Pilotto.
Os acessórios também ganham muita força, para serem utilizados sobre peças lisas.
Esta nova estampa pode ser aderido em vários looks, que seja em climas quentes/ frios, com chuva/ sol. Vale apena aposta!

Temos que aprender - Que nosso estilo esta dentro de nos

Sei que ultimamente os post’s do ‘’Por Dentro da Moda’’ estão sendo relacionadas a frases e até mesmo textos de pessoas relacionadas a moda, só que como já tinha falado para vocês no começo do mês assim que começou o 2º Semestre ando muito atarefada com meu TCC, mais estou fazendo o possível para deixar o Blog e a Page em dia com novidades do mundo fashion para vocês.
No post de hoje, compartilho com vocês uma pequenina frase sobre moda / estilo da editora-chefe da Revista Vogue entre 1914 e 1952.
Edna percorreu um longo caminho na revista até chegar ao cargo que chegou e ganhou grande destaque no mundo da moda. Esta frase pode ser curtinha, mais tem muito a se refletir e Edna hoje é uma grande referencia, em relação ao profissão de ‘’editor de moda’’.
 ‘’A moda pode ser comprada, o estilo você já deve possuir. ’’
(Edna Woolman Chase)


Aproveito para relembrar uma coisa vocês depois desta pequenina frase... Se tiver ‘’estilo’’, você pode fazer sua própria moda, através de suas referências. 

Para Refletir - Sei que ultimamente os postes do ‘’Por Dentro da Moda’’ estão sendo relacionadas a frases e até mesmo textos de pessoas relacionadas a moda, só que como já tinha falado para vocês no começo do mês assim que começou o 2º Semestre ando muito atarefada com meu TCC, mais estou fazendo o possível para deixar o Blog e a Page em dia com novidades do mundo fashion para vocês. No post de hoje, compartilho com vocês uma pequenina frase sobre moda / estilo da editora-chefe da Revista Vogue entre 1914 e 1952. Edna percorreu um longo caminho na revista até chegar ao cargo que chegou e ganhou grande destaque no mundo da moda. Esta frase pode ser curtinha, mais tem muito a se refletir e Edna hoje é uma grande referencia, em relação ao profissão de ‘’editor de moda’’. ‘’A moda pode ser comprada, o estilo você já deve possuir. ’’ (Edna Woolman Chase) Aproveito para relembrar uma coisa vocês depois desta pequenina frase... Se tiver ‘’estilo’’, você pode fazer sua própria moda, através de suas referências.


Moda é a tendência de consumo da atualidade. A palavra moda significa costume e provém do latim modus. É composta de diversos estilos que podem ter sido influenciados sob vários aspectos. Acompanha o vestuário e o tempo, que se integra ao simples uso das roupas no dia-a-dia. É uma forma passageira e facilmente mutável de se comportar e sobretudo de se vestir ou pentear.

Para Reflexão:
‘’Estilo é saber quem é você, saber a mensagem que quer passar e não dar a mínima para o resto.‘’
(Gore Vidal)

A Moda Plus Size - Um novo segmento que esta em alta


Resolvi fazer um poste especial sobre a ‘’Moda Plus Size’’, com o seu conceito e também para falar um pouco mais deste segmento que esta fazendo sucesso e aumentando e não só aqui no Brasil mais no mundo a fora. Afinal se vestir bem e ter estilo não importa à medida que você tenha e sim tem que se sentir bem , confortável e principalmente se sentir mulher tendo mais elegância. Então fundamental as marcas e confecções investirem neste setor que esta aumentando cada vez mais e as ‘’gordinhas’’ querem se sentir chiques, modernas e lindas.
O Nome:
Foi dado pelos norte-americanos para modelos de roupas acima do padrão convencional usado nas lojas, ou seja, Plus Size = Tamanho Maior, segue acima do tamanho 44 de manequim. Esta é uma forma de incluir modelos maiores ao mundo da moda e aumentar o número de roupas vendidas. 
O Brasil adotou este sistema de modelagem e vem ganhando espaço. Produtoras, agências de modelos, lojistas, marketing entre outros, já estão incluindo o modelo plus size em suas propagandas.
Conceito Plus Size:
É recente, que surgiu em contrapartida ao uso extremo da magreza nas passarelas europeias. Algumas marcas e estilistas, percebendo que nem toda mulher possuía a genética estilo fininha, resolveram investir em um mercado novo de moda, que valorizasse o corpo das mulheres mais cheias de curvas.
Importância:
Com o passar dos anos, o Plus Size ganhou importância e marcas renomadas passaram a investir no mercado, criando linhas e publicações exclusivas, como a Vogue Curvy e a área exclusiva da Saks em Nova Iorque com roupas de grifes famosas exclusivas para o público plus. No nosso dia a dia, marcas nacionais também estão aderindo ao Plus Size, como a linha  Plus Size da Vislumbre ,  sendo que todas as peças acompanham as tendências da moda e oferecem variedade de estilos, além das lojas especializadas, que vem ganhando espaço e se consolidando no cenário nacional.
Vivemos uma época em que apesar da mídia ainda valorizar que ser linda é ser super magra e ser gostosa é ter seios perfeitamente circulares e resistentes à gravidade, existe uma atenção para um padrão de beleza diferente, real, de mulheres lindíssimas que não estão todo dia nos comerciais de lingerie na TV. As divas plus-size.
O Exemplo:
Aos 32 anos, a modelo Fluvia Lacerda é considerada precursora do segmento "plus size" no Brasil. Descoberta quando adolescente em um ônibus nos Estados Unidos, onde trabalhava como babá, Fluvia descreve que se tornar uma modelo famosa foi uma ‘mudança drástica de vida’.
Hoje em dia, agenciada pela Ford Models nos EUA e com ensaios fotográficos para revistas como a Vogue Itália no currículo, ela revela que seu trabalho vai muito além de modelar, Fluvia afirma que abraça uma causa.
“Nunca achei que a minha carreira iria tomar a proporção que tomou. Mas considero minha profissão não como uma questão de vaidade ou de querer ser uma estrela. Eu abraço essa causa (a do segmento plus size) como minha, porque eu sempre tive esse tipo físico. A geração de hoje em dia é quem está levantando essa bandeira plus size, é a turma com quem eu estou navegando junto. Estamos fazendo um bom trabalho e buscando reconhecimento”.
Entrevista que a modelo deu para o ‘’Portal Virgula’’ em Novembro de 2012.
Pra finalizar, gostaria de deixar uma palavrinha não é o manequim que usamos  que vai fazer a diferença na pessoa que somos. Antes de valorizar mais o nosso corpo temos que dar mais valor a tudo que temos dentro de nos e também sempre ver o que se tem de bonito dentro das pessoas além de seu corpo e tudo mais. Como eu sempre falo , seja sempre você coloca um sorriso neste rosto , você mostrara a beleza que á dentro de você. Espero que gostem! Quer ver mais sugestões de look's Plus Size , é só acessar a Page que lá tem muitas sugestões bacanas de modelitos para ficar ''Por Dentro da Moda'' , corra lá e veja o álbum ''Moda Plus Size'' , vocês vão gostar. 

Marc Jacobs - Estilista Que Não Segue Tendências Universal


A Vida:
Nasceu na cidade de Nova York, em 1963, ele passou boa parte de sua infância mudando de um lugar para outro após a morte de seu pai e os três casamentos posteriores de sua mãe. Como um adolescente que morava com sua avó paterna, a quem ele creditado como sendo uma de suas maiores influências.
Formado:
Depois de se formar na Escola Superior de Arte e Design, em 1981, estudou na Parsons School mundialmente famosa de Design. Em seu último ano ele foi premiado com três das maiores honras escolas - Estudante de Design do Ano, o Perry Ellis Award Gold Thimble eo Chester Weinberg Award Gold Thimble - graças à sua coleção de pós-graduação da Op-Art blusas mão-de malha por sua avó.
No Mundo da Moda: 
Tornou-se conhecido no mundo da moda no fim dos anos 80, ao desenhar e apresentar uma coleção em estilo "grunge" – baseada no novo tipo de som e indumentária que vinha da cidade de Seattle, na costa-oeste, onde grupos de rock como Nirvana e Soundgarden e meninos com bermudas até o meio dos joelhos revolucionavam os costumes locais e os difundiam para todo o país - para a tradicional marca Perry Ellis, da qual era diretor de estilo, sendo imediatamente demitido.

Apoiado por nomes importantes da moda, como Anna Wintour, a editora-chefe da revista Vogue, que abriu suas páginas para suas criações, Jacobs conseguiu proeminência sozinho no mercado, recebendo diversos prêmios de conselhos de moda no começo dos anos 90 e hoje comanda a criação artística da marca Louis Vuitton, além da griffe com seu próprio nome, extremamente popular.


As Primeiras Criações:
No seu programa de pós-graduação, as camisolas atraiu muita atenção - inclusive a de Barbara Weiser, dono da Charivari Nova York, boutique, que posteriormente fez um pedido para que sejam produzidos profissionalmente e vendido em sua loja com a marca Marc Jacobs para Marc e Barbara. Ele também chamou a atenção de Robert Duffy, um então executivo Reuben Thomas Inc. Duffy alistado Jacobs para projetar para a etiqueta da empresa subsidiária, Sketchbook.


O Mais Jovem Designer:
Em 1987 ele se tornou o mais jovem designer de vez para receber o CFDA Perry Ellis Award de Talentos de Moda de Nova. Dois anos mais tarde, ele e Duffy juntou sportswear rótulo Perry Ellis como vice-presidente e presidente, respectivamente, do projeto das mulheres. Jacobs teve um mandato bem sucedido no rótulo - onde ele empregou um então desconhecido Tom Ford para trabalhar com ele em moda feminina - até 1992, quando ele mostrou o agora infame primavera / verão 1993 do "grunge" coleção. Embora a coleção foi extremamente bem recebido pela imprensa, foi um fracasso comercial e levar a ele e Duffy sendo demitidos de seus papéis na empresa no início de 1993. No entanto, no mesmo ano, ele ganhou Designer das Mulheres do Ano do Conselho de Estilistas de Moda da América.
O Próprio Licenciamento:
Mais tarde no mesmo ano, Jacobs e Duffy lançou seu licenciamento próprio e empresa de design, Marc Jacobs International Company, e em abril de 1994 Jacobs mostrou sua coleção de retorno, apoiado por nomes como Linda Evangelista e Naomi Campbell, que entrou em seu show de graça.





Diretor da Louis Vuitton:
Ele foi nomeado diretor criativo da Louis Vuitton, em Janeiro de 1997, onde ele foi incumbido com a criação da linha de roupas da casa primeiro pronto-a-vestir. Ao mesmo tempo, a LVMH também comprou uma participação na própria etiqueta de Jacobs, permitindo-lhe a liberdade financeira para expandir seu negócio.
Na primavera de 2001, Jacobs apresentou sua linha secundária, Marc by Marc Jacobs.
Dentro de dez anos de sua nomeação na Louis Vuitton, Jacobs quadruplicou os lucros da empresa, transformando o que era apenas uma empresa de bagagem em uma potência mundial da moda. Colaborações com nomes como Steven Sprouse, Julie Verhoeven, Takashi Murakami e Richard Prince criou peças de culto altamente cobiçados.
Premiações:
Em junho de 2011, ele foi premiado com a prestigiada CFDA prêmio Geoffrey Beene Lifetime Achievement. A partir de 2011 o CFDA havia coroado Jacobs Designer Moda Feminina do Ano três vezes Designer, acessório do Ano quatro vezes e designer de moda masculina do ano uma vez.
15 Anos na LV:
O ano de 2012 marcou 15 anos como diretor criativo da Louis Vuitton por Jacobs. Foi anunciado que uma exposição de seu trabalho para a casa de moda francesa seria encenado no Les Arts Décoratifs em Paris entre março de 2012 até setembro de 2012. 
Citação:
‘’Gosto de levar as coisas que são todos os dias e confortadora e transformá-los em coisas que mais luxuosos do mundo.’’
 (Marc Jacobs)

Anna Wintour - A produtora de moda mais influente do mundo




Sua Vida:
Nasceu em 3 de novembro de 1949, em Londres, Inglaterra, Anna Wintour trabalhou em revistas de moda inglesas antes de se tornar editor-chefe da edição dos EUA de Vogue em 1988. Ela é uma grande influenciadora, cujas idéias reinado tanto na página e nos bastidores da indústria. Ela era o foco do documentário bem-recebido ‘’The September Issue’’.
Interesse por Moda:
Interessou-se por moda desde a adolescência e ajudou seu pai, Charles Wintour, na altura editor do jornal inglês Evening Standard, a tornar o veículo mais popular entre a juventude londrina dos anos 1960, quando a efervescência artística, cultural e de costumes na Inglaterra da época tinha transformado a austera cidade na Swinging London, a meca dos jovens modernos de então, do rock, do cinema, das artes teatrais, moda, literatura e pinturas revolucionárias, onde tudo acontecia na euforia da Europa em pleno desenvolvimento pós- II Guerra Mundial. 
Após deixar o colégio, aos dezesseis anos e ter travado seu primeiro contato com a moda, trabalhando na butique londrina Biba, a mais famosa e influente do mundo na época, começou uma carreira de jornalista de moda dos dois lados do Atlântico.

Início da Carreira:
Muito antes de Vogue, no entanto, Anna Wintour começou no departamento de moda da Harper & Queen , em Londres. Ao longo dos anos, ela subiu a escada editorial e saltou de publicação para publicação, entre Nova York e Londres. 
Anna Wintour Anna Wintour comparece a Moncler e Cocktail Party Vogue em 90 Prince Street em 14 de setembro de 2010, em Nova York.
Em 1976, ela se mudou para Nova York e assumiu como editora de moda no Bazaar Harper. Ainda na casa dos 20 anos e ainda em Nova York, Wintour deixou Harper 's para um trabalho em Viva, uma publicação de propriedade da mesma roupa que conseguiu Penthous. 
Celebridades Anna Wintour assistir ao desfile de moda YSL durante a Paris Fashion Week.
Lá, tornou-se essencialmente Wintour departamento da revista de moda, corte os dentes como um editor de high-end e gerente. Wintour passou generosamente sobre fotógrafos e brotos, organizando viagens caras para lugares como o Caribe e Japão.

Chegando a Vogue:
Em 1988, ela foi nomeada editora-chefe da Vogue , permitindo seu retorno a Nova York. O movimento pela Condé Nast veio num momento em que sua publicação moda assinatura estava em uma encruzilhada. 
Uma revista que tinha estado na vanguarda do mundo da moda desde os anos 1960, Vogue de repente se viu a perder terreno para um novo-rico de três anos de idade, Elle , que já havia alcançado uma circulação paga de 850.000. Vogue 's base de assinantes, entretanto, era uma estagnada 1,2 milhões. 
A força na Moda:
Wintour se tornou uma força no mundo da moda, não só através de suas decisões sobre o que possuem em sua revista, mas também pela quebra em novos estilistas e celebrando seus estilos. 
Ela ajudou a tornar as carreiras de estilistas como Marc Jacobs e Alexander McQueen . Nos últimos anos, seu trabalho fez dela um corretor de poder entre os designers e varejistas. Em 2006, ela iniciou um acordo entre o designer homens Thom Browne e Brooks Brothers, que resultou de trabalho de Brown aparecem em 90 lojas da varejista.
Refletindo:
"As pessoas dão-se bem com quem tem uma visão clara daquilo que é preciso ser feito."
(Anna Wintour)

A Revolucionária Editora de Moda - Diana Vreeland


Diana Vreeland (1906 - 1989) pode ser considerada a inventora da profissão 'editora de moda' como a conhecemos hoje. Contratada pela revista Harper's Bazaar em 1939, fez um trabalho criativo revolucionário, substituindo as damas da sociedade que posavam para as fotos de moda, por mulheres realmente interessantes e dignas de admiração das leitoras.

Deixou a Harper's Bazaar 25 anos depois, quando foi convidada para trabalhar na revista Vogue americana, como diretora. Lá, também realizou um trabalho brilhante, tornando a revista uma referência mundial no setor das publicações de moda. Em 1971 deixou a Vogue e tornou-se consultora do Costume Institute of the Metropolitan Museum of New York, onde coordenou memoráveis exposições de moda e estilo.
‘’Se você não se veste bem todos os dias de sua vida, jamais estará bem vestida no sábado à noite.’’
(Diana Vreeland)

Ilustradora com estilo Vintage - Esther Bayer


Alguns de seus 
trabalhos.



Em minha opinião todos são muito lindos e delicados. Ela trabalha com muito charme e delicadeza, usando um glamour todo especial em suas ilustrações. Suas fotos de inspiração são mais as capas das revistas ''Vintage Vogue'' e as mulheres que ganham um ar mais moderninho. Vale à pena conhecer mais sobre o trabalho desta artista.

Paul Poiret - O costureiro que libertou a mulher do espartilho




Um dos seus looks mais famosos.
Como se da pra perceber é um vestido
bem soltinho. 
Um pouco de História: 


O início do século assistiu a uma sucessão de vanguardas que mudaram o modo como a arte e o artista eram vistos pela sociedade e também a percepção estética do período. O Cubismo, o Surrealismo e o Dadaísmo, foram apenas uns entre vários movimentos da arte presentes. No início do século XX a Europa vivia uma intensa transformação de valores e consumo, ninguém  mais do que Paul Poiret soube enxergar o que esta nova época desejava em matéria de vestimenta.



Paul Poiret (1879 - 1944)

Um dos grandes nomes da história da Moda
que vez revolução no vestuário feminino.


Com apenas 24 anos, abriu sua própria Maison. Inspirado pelos Balés Russos e pela atmosfera Oriental, realizou roupas que mudaram a silhueta feminina e a História da Moda. Em 1906, um vestido marcou a nova silhueta, não mais apertada, espremida pelo espartilho. Poiret ficou conhecido por liberar as mulheres desse incômodo acessório. Para a mulher que precisava usar todos os dias o apertado espartilho, foi uma revolução.  Agora ao invés de espartilhos, a mulher poderia usar ligas e soutiens.
Um dos croquis de Paul. ''La Biche appivoisée''



Ele fez a revolução na moda feminina, onde deu mais
liberdade nos trajes sem o uso do espartilho que
amarava e marcava muito o corpo. 



A revolução que fez na moda:

Desejava revigorar a moda do seu tempo, ou seja, não havia nenhuma preocupação com a saúde, mas sim com a estética da silhueta feminina. Para o costureiro a beleza da mulher deveria ser vista de forma natural e como suporte bastaria usar o soutien e uma cinta. O soutien moderno e a calcinha (caçelons) confeccionada de seda e algodão menos volumosa são criações peças de suas criações.
A França deste período vivia a tendência do orientalismo. A apresentação da peça Shérazade (balé russo) cujos figurinos eram assinados por Léon Bakst, deu início a esta tendência. As cores fortes, as calças odaliscas e os tecidos brilhantes passaram a fazer parte das criações de Poiret. Suas inspirações vieram do fauvismo.


Poiret desbancou a moda ostentativa predominante desde século XVI, disse certa vez para a revista Vogue (1913):

“Vestir uma mulher não é cobri-la com ornamentos, mas sim sublinhar o significado de seu corpo e realçá-lo, envolver a natureza em um contorno capaz de acentuar sua graça” (QUEIROZ, 1998, p.14).

Peças inovadoras:

A Minaret, que era uma túnica em forma de abajur, a saia funil, que exigia da mulher passos curtíssimos, o trotteur (tailler de corte masculino) e para fazer uso dele, foi necessário subir a barra da saia até o calcanhar, fato que escandalizou que provocou espanto nas pessoas conservadoras da época. As calças odalisca e culote são precursoras das pantalonas e de outros modelos de calças atuais. Observando que de início estes trajes não eram aceitos por todas as mulheres, mas sim por atrizes e mulheres mais ousadas.

O seu reconhecimento:

Tudo isso faz com que Poiret possa ser considerado o primeiro designer do século, estampando com a sua marca todos os seus projetos e conseguindo vender tudo, desde acessórios, perfumes, roupas a peças de decoração de interiores. Sua maison, que comercializava todos os seus produtos, tinha uma decoração extravagante, considerada vanguardista, assim como a maioria de suas criações, de suas festas e de sua vida da qual pôde conduzir até ser convocado para a Primeira Guerra Mundial, anunciando o fim de sua fantástica carreira.

Os acontecimentos de sua vida:

Poiret transformou-se em um dos mais famosos costureiros, no entanto com o início da Primeira Guerra Mundial, Poiret teve que se afastar para servir o exército. Foi uma de suas piores fases. Por constar em seus documentos a profissão de alfaiate, teve que arrumar os uniformes dos soldados, tarefa nada fácil para ele que não sabia costurar. Desenhou fardas mais práticas e com menos tecidos. Passou a ser chefe de produção, mas o temperamento genioso o colocava em constantes dificuldades. 
Após a guerra retornou ao seu atelier, mas percebeu com muita frustração que a moda seguia o espírito do momento, suas roupas já eram consideras ultrapassadas. Poiret organizou festas no intuito de resgatar seu prestígio, mas foi em vão. 
Caiu em ruína a esposa e os clientes o abandonaram. Na volta da guerra, as mulheres já não se reconheciam tanto nos trajes de Poiret que, aos poucos, vai se sentindo abandonado. Acreditando poder recuperar sua clientela com algumas de suas festas, ele organiza algumas delas com extravagantes convites e importantes presenças. Porém, as dívidas acabam só aumentando. 
Vende sua grande coleção de quadros adquiridos diretamente de Matisse, Picasso e Van Dongen, escreve algumas obras e, depois de fechada sua maison, passa a pintar quadros que ganham uma retrospectiva organizada pelo amigo Jean Cocteau em 1944. 

Morte:
  
No entanto, Poiret se vê impedido de assistir a seu último sucesso, morrendo alguns dias antes da abertura da exposição, à beira da miséria e abandonado pela mulher Denise. 
Em abril de 1944, Poiret morreu pobre e esquecido.