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A carreira Zuzu Angel - O mérito pela originalidade e a macro visão

No post de hoje, conto para vocês um pouco da história e da carreira da estilista Zuzu Angel. Viveu em uma época em que a moda era importada de Paris, ela foi considerada à contramão ao criar roupas originais e com toques de brasilidade - modernas até hoje, onde o seu talento de costureira virou profissão.
Zuzu valorizou a mulher como ser criativo, o que era muito pouco aceito na época. Criar moda não era considerado tarefa feminina. A mulher poderia estar sentada na mesa de costura, mas não era dada a ela a honra de ser uma criadora de moda. Zuzu teve esta coragem e conseguiu se impor num mercado totalmente dominado por estereótipos. 
Conquistou o mercado por sua simplicidade, por sua feminilidade e por sua profundidade. Começou, antes dos outros costureiros, a divulgação de sua marca, colocando-a externamente na roupa. Buscava não somente o mercado elitizado, mas também queria vestir a mulher da rua, a mulher dos pontos de ônibus, a que voltava do supermercado.
Na época este conceito era subestimável, era querer vestir em grande escala, querer vestir pessoas que não tinham recursos para frequentar um ateliê. Zuzu teve uma macro visão da moda, sendo considerada, filosoficamente, uma pioneira.
O mérito da Zuzu Angel é considerado pela originalidade de sua proposta, pois fazia uma moda brasileira com materiais brasileiros, com linguagem pessoal, com cores tropicais. Isto foi uma proposta de caráter cultural que se manteve ao longo de seu trabalho. Foi a primeira a usar a renda de casimira.
Misturou a renda de algodão com seda pura, usou chita com temas regionalistas e folclóricos. Trouxe também para a moda pedras brasileiras, fragmentos de bambu, de madeira e conchas. Assim ela incorporou em sua moda e sua época a ecologia e a brasilidade.
A figura dos anjinhos, crucifixos e dos tanques de guerra foram a metáfora que ela encontrou para simbolizar,em seu trabalho, a história de seu filho, além de representar seu nome: Zuzu Angel. Foi uma mulher muito alegre, sua moda mostrou faixas de luto, porém sempre atravessada pelo seu olhar singelo.

A mineira Zuzu Angel tinha clientes na nata da sociedade carioca e também em Hollywood, como as atrizes Joan Crawford, Liza Minelli e Kim Novak, que se apaixonaram pela moda original e colorida da estilista. No Brasil, atrizes como Dina Sfat, Bibi Ferreira, Isabel Ribeiro, Marieta Severo, Joana Fomm e a cantora Beth Carvalho vestiam as criações de Zuzu.

Moda Futurista - Com o repercurssor Alexander McQueen


Um pouco de história

É chamado de figurino futurista, pois não é
uma roupa que se usa normalmente e sim
uma caraterização que é considerado
 uma especie de fantasia. 



O futurismo é um movimento artístico e literário, que surgiu oficialmente em 20 de fevereiro de 1909 com a publicação do Manifesto Futurista, pelo poeta italiano Filippo Marinetti, no jornal francês Le Figaro. Os adeptos do movimento rejeitavam o moralismo e o passado, e suas obras baseavam-se fortemente na velocidade e nos desenvolvimentos tecnológicos do final do século XIX. Os primeiros futuristas europeus também exaltavam a guerra e a violência. O Futurismo desenvolveu-se em todas as artes e influenciou diversos artistas que depois fundaram outros movimentos modernistas.





Época futurista

Se o Cinema chegou antes dos homens na Lua, a Moda também vestiu e imaginou a roupa espacial um pouco antes dos acontecimentos, talvez excitada pelo discurso do então presidente John Kennedy no começo dos anos 60 dizendo que o homem iria para o espaço e chegaria na Lua.

O futurismo em artes plásticas, poesia, música e arquitetura aconteceu na década de 10, mas igualmente ao futurismo na moda que é dos anos 50 e principalmente 60 nas personas de Pierre Cardin, André Courrèges, Paco Rabanne, o dois movimentos tem em comum e como princípio uma violência com o passado, de negação até, o olhar é para o futuro, sempre.


Se o futurismo de 1910 se apoiava na guerra, de alguma maneira o futurismo de 1960 se apoiva na Guerra Fria e no seu resultado mais emblemático: a corrida espacial. Pensar o futuro era pensar na roupa que vestiríamos no espaço, quando nossas vidas não seriam apenas na Terra. Os looks de um filme hoje clássico como “2001, Uma Odisséia no Espaço”, poderia muito bem ter saído de uma coleção de Cardin.


Roupas futuristas nas passarelas 

 Look da marca Acquastudio
Look do estilista Giambattista   



Look da marca Blumarine


O estilista futurista Alexander McQueen

Uma foto de McQueen. É uma pena que
sempre os melhores ícones morrem cedo.
Como da moda e da arte. Mais é assim a
vida, mais ele sempre será lembrado.
Caçula de seis filhos, de origem humilde – seu pai era taxista –, McQueen começou a brilhar em 1994, ano em que concluiu o mestrado na badalada Central Saint Martins College of Art and Design. Mesmo sem ter terminado os estudos, criou sua própria etiqueta, em 1992, e garantiu uma vaga na sala de Louise Wilson, a famosa professora da Saint Martins, conhecida por farejar talentos como ninguém. No desfile de formatura, conquistou outra expert: Isabela Blow, então editora da revista Tatler, comprou todas as peças e rebatizou o estilista – o primeiro nome, Lee, foi abandonado pelo segundo, Alexander. 
A troca deu sorte. Apenas dois anos depois, em 1996, McQueen foi recrutado pela Givenchy para assumir o posto deixado por seu colega de faculdade John Galliano. Ficou na maison francesa até 2001, quando negociou a venda de parte da sua marca para a PPR, o grupo arquirrival da LVMH, dona da Givenchy. A negociação reforçou sua fama de bad boy e o desfile de inverno 2001/2002, um carrossel do terror, foi uma espécie de resposta: ele exorcizou os fantasmas com uma coleção que ecoava a melancolia dos escritores Edgar Allan Poe e Lord Byron, referências fortes em seu trabalho. A morte e a beleza trágica, aliás, foram recorrentes em sua carreira. “Ele tinha uma sensibilidade única e representava a contestação e o inconformismo de toda uma geração. Além disso, era um grande criador de imagens”, diz a jornalista Érika Palomino, que acompanhou a trajetória de McQueen desde o início. “Com a sua morte, tudo vai ficar mais careta.”

(Retirado da Revista ELLE - Brasil. Falando da morte inesperável do grande estilista Alexander McQueen) 


Seus sapatos ousados e diferentes 

Sapato usados por nada mais nada menos que Lady Gaga. Bem a cara dela né. 

Sua nova coleção - Primavera 2012

Os penteados sempre tem este ar mais futurista e as peças são sempre ousadas e trazendo uma moda mais avançada.