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Frase da vez: A inigualável Chanel

Frase da vez: Claro que a eterna ‘’Chanel’’ tinha que aparecer logo em seguida aqui. Verdadeira diva da alta- costura (na minha humilde opinião).



Bom som suspeita em falar da Chanel, pois é uma das pessoas que mais admiro no universo fashion. Mais nesta frase certamente ela arrasou ainda mais...Afinal não devemos descer do salto (não literalmente só usar salto alto, quer dizer no sentido da postura, sempre ser você mesmo. Fique sempre de cabeça erguida, seja você mesmo e não se abale, quando algo não sair como planejado, siga e tente novamente. 

Frase da vez: Do eterno estilista YSL!

Queridos que estão ''Por Dentro da Moda'', que acompanham quanto o Blog e a Page no Facebook (https://www.facebook.com/PorDentroDaModaByMarinaCT?fref=ts), para quem ainda não curtiu corre lá! 
Voltarei á postar algumas frases também aqui, de grandes personalidades do mundo fashion. 
Desta forma, irei comentar um pouco mais a respeito delas e inserindo em nosso dia-dia, com pequenas dicas e formas de enxergarmos que ''elegância'', vai muito além daquilo que possamos imaginar!

Frase da vez, do grande e eterno estilista francês ''Yves Saint Lauren'', grande nome da alta-costura do século XX.



A maior elegância está em nossos corações, assim podemos concluir que os maiores valores que temos, não devem ser avaliados pelos bens matérias e sim pelo nosso conteúdo! 

O vermelho é a cor da vez – Nas passarelas da Alta-Costura de Paris

A cor vermelha foi considera a ‘’queridinha’’ no Inverno 2015 nas passarelas da alta costura de Paris. 
A cor não estava apenas presente nas criações da grife Valentino que tem como clássico a cor, mais também se destacando nos desfiles: Armani, Viktor & Rolf e Chanel.
Um dos motivos destas grifes usarem e abusarem dos tons de vermelhos, vem e zombar da obsessão das pessoas pelo ‘’Red Carpet’’.
As grifes que apostaram na cor, não mostram apenas peças com modelagens ‘’Hots’’, mas também criaram/apresentam peças elegantes/sofisticadas, para diversas ocasiões/momentos. 
Foto Editorial: Como Inspiração da ''Cor Vermelha'', a qual consiste ser a da vez na Alta-Costura 2015 de Paris! 

Tênis com vestido - Proposta da Alta-Costura

Com referências pesquisadas do Site da ‘’Lilian Pacce’’ a qual é editora de moda, as marcas ‘’Dior’’ e ‘’Chanel’’ em seus desfiles da Alta-Costura, deram um UP para os tênis. Com vestidos de festas, as modelos usaram tênis na passarela!
Uma boa referencia é o filme ‘’Noiva em Fulga’’ dos anos 90, onde a personagem principal Julia Roberts a noiva, que usou tênis. Mesmo com um look de festa ela estava pronta para correr em qualquer momento. 

Modelo do tênis e vestido utilizado por Julia Roberts no filme ‘’Noiva em Fulga’’

Naquela época a mais ou menos 20 anos atrás parecia muito estranho o uso de vestidos com tênis, misturando dois estilos. Mais esta tendência se espalhou pelas ruas, muitas mulheres optaram e gostaram de usar vestidos ou até mesmo saias com tênis.
Esta ‘’mania’’/’’estilo’’ se evoluiu para além das tribos/turmas do skate, basquete e do hip hop.
Mais foi nas passarelas da alta-costura das coleções Primavera/Verão 2014 que duas grifes conceituais Dior e Chanel, potencializaram ainda mais a Idea de colocar looks de festas com tênis com aplicações como flores, pedrarias, paetês, tendas, entre outras.

Alguns modelos de tênis utilizado na passarela da Alta-Costura da Grifes Chanel e Dior -  Primavera/Verão 2014

Foi o mesmo conceito adquirido no filme, pela personagem de Julia Roberts nos anos 90. Onde os estilos esporte e chique se misturam bastante, deixando o look ainda mais elegante por estas combinações. 

A História da Alta - Costura - A Costura Composta de Segredos e Glamour


“A Alta - Costura é composta de segredos cochichados de geração a geração”
(Yves Saint-Laurent)


Retrato do estilista Yves Saint-Laurent, ao lado de um de seus desenhos. Grande nome do estilismo na Alta-Costura.
Nascimento da Alta - Costura:
Provavelmente seja em 1859 este o ano do nascimento da Alta Costura. E da moda. A data marcou o início da produção do costureiro inglês (é isso mesmo, ele não era francês) Charles Frederick Worth, considerado o primeiro estilista do mundo porque, ao invés de executar vestidos sob os modelos que aristocratas e burguesas queriam, era ele mesmo quem criava as roupas em seu próprio ateliê em Paris, na Rue de la Paix. Elas iam até ele para conhecer seu poder criativo e não o contrário, como costumava acontecer até então. 

Desenhos de Charles Frederick Worth, o primeiro estilista da história e o primeiro a usar manequins vivos para desfiles. E um retrato do primeiro estilista.

















Porém, a Alta Costura ainda não tinha esse nome. Segundo explica o professor de História da Moda João Braga, no final da década de 1850 todas as pessoas que fabricavam roupa em Paris resolveram constituir uma espécie de Associação da Costura. “Com o tempo, a Alta Costura passou a ter vida própria por suas características diferenciadas, sobretudo os conceitos de requinte e unicidade”, conta. Em 1910, finalmente ela recebeu a denominação que a identifica até hoje.  
Nesta mesma época, quem brilhou foi Paul Poiret, um estilista visionário que criou até logotipo para sua marca e desenvolveu etiquetas para suas criações, conhecidas por abolir a tortura do espartilho da vida das mulheres e explorar a riqueza das cores do Oriente em coleções desejadas por toda a elite europeia.   





































Paul Poiret  estilista visionário, um retrato onde esta ajustando a roupa no corpo de uma de suas clientes sempre com sua delicadeza e percepção com o cuidado do caimento da peça e um desenho de um de seus croquis sempre ousados. 


A História da Alta – Costura:
O termo alta-costura muitas vezes é usado sem que se saiba seu verdadeiro significado. Para que uma peça seja, de fato, haute couture, não basta ela ser produzida na França, ela deve ser inteiramente desenvolvida em Paris. Além disso, deve ser feita especialmente para um cliente, de acordo com suas medidas pessoais, utilizando materiais nobres e as mais apuradas técnicas manuais de costura e bordado.
Reprodução
Na França, o termo haute couture é protegido por lei, só pode dizer que produz alta-costura a grife que cumpre todas as regras e que é aceita pela rígida Câmara Sindical da Alta-Costura. É preciso ter um ateliê que empregue pelo menos quinze pessoas e mostrar uma coleção de no mínimo 25 looks a cada temporada. A lista de maisons é atualizada e fiscalizada a cada ano por uma comissão do Ministério da Indústria.
Mas o que faz um cliente pagar quantias que chegam a ultrapassar 100 mil dólares por apenas um vestido? Além da exclusividade de ter uma peça única, essas peças chegam a demandar mais de 400 horas de trabalho. A mão de obra é altamente especializada, sendo que muitos dos bordados de grandes grifes, como Chanel e Dior, são realizados pela tradicional casa Lesage, fundada em 1922 por Albert Lesage.
Luxo no Final da Guerra:
Em 1939, existiam setenta casas registradas em Paris, incluindo grandes estabelecimentos como Chanel, Elsa Schiaparelli e Balenciaga. A indústria sofreu muito durante a Segunda Guerra Mundial e com a ocupação de Paris pelas tropas alemãs, que fechou as portas de diversas maisons e fez as vendas internacionais quase desaparecerem.  Os alemães chegaram, inclusive, a planejar a “mudança” do mundo da alta-costura para Berlim, porém Lucien Lelong, então presidente da Câmara Sindical da Alta-Costura, bateu o pé e saiu vitorioso: “É em Paris ou não será em lugar nenhum”.
Passada a guerra, no dia 12 de fevereiro de 1947, Christian Dior abriu as portas de sua maison. Sua coleção era a antítese da rígida moda dos tempos de confronto. Os modelos com cintura marcada e saias volumosas foram batizados por Carmel Snow, então editor da revista americana Harper’s Bazaar, como New Look. A quantidade de tecido necessária para se produzir um vestido no estilo New Look causou revolta em Londres, onde as regras de racionamento da época de guerra ainda eram válidas em 1947. 
A coleção foi apresentada secretamente à Rainha Elizabeth e a outros membros da realeza britânica na embaixada francesa em Londres. Embora inicialmente condenado pelo British Board of Trade, órgão de comércio do Reino Unido, o New Look e a alta-costura acabaram ganhando popularidade, especialmente depois que a Princesa Margaret aderiu à moda. O sucesso internacional foi tamanho que em 1949 somente a Dior era responsável por 5% do valor das exportações francesas.
As Regras: criadas pela Câmera Sindicatal da Alta-Costura, que tem que serem cumprida até os dias de hoje:

1. Os modelos são artesanais, ou seja, construídos a mão. (Não pode ter costura a máquina).
2.Cada casa emprega no mínimo 20 funcionários especializados no que fazem – por exemplo, bordadeiras.
3.O endereço da Maison deve estar entre as três avenidas mais importantes de Paris: Champs Elysées, Montaigne e Georges V.
4. A casa deve ter pelo menos cinco andares e concentrar ali um espaço para desfiles.
5. Cada coleção deve ter 25 modelos originais (isso quer dizer: nada de cópias) para o dia e para a noite.
6. As clientes podem encomendar peças sob medida.
7. Exclusividade máxima (duas clientes podem ter o mesmo vestido mais sendo de Continentes diferentes)
8. Legitimação do luxo e de seus preços.

Exclusivo / Caro / Raro:
Com o passar do tempo, a velocidade e a praticidade do prêt-à-porter ganharam o mundo. A procura pela Alta Costura diminuiu e, segundo a Federação, passou de 15 mil clientes em 1947 para menos de 1.500 nos dias de hoje. Na verdade, esse número é menor ainda. “Existe uma diferença entre a compradora esporádica de alta costura e a cliente, que já está fidelizada e adquire peças novas a cada coleção. Acredito que clientes mesmo existam cerca de 250 no mundo todo”, acrescenta João Braga.  
A mudança causou um rebuliço no mundo fashion. “Hoje a Alta Costura não é mais um fator importante para a economia, mas um notável meio publicitário, do qual depende a fama de um grande estilista”, disse Gertrud Lehnert, no livro História da Moda do século XX. Realmente as roupas de Alta Costura em si são apenas o quinto elemento levado em consideração para manter a sustentabilidade financeira das Maisons. “Em primeiro lugar, elas ganham com a venda de perfumes; em segundo, com a linha de cosméticos; em seguida, com acessórios; depois, com a linha de prêt-à-porter e somente em quinto lugar vem o lucro obtido com a venda das peças exibidas em desfile”, enumera o professor João Braga. 
A chegada do Ready-To-Wear:
Com o tempo, pequenas lojas no térreo dos ateliês de alta-costura ficaram cada vez mais comuns. Elas vendiam cosméticos, perfumes, joias, malhas e acessórios fabricados pelas maisons. Em 1966, Yves Saint Laurent separou os dois mundos. O estilista abriu sua primeira butique de ready-to-wear, seguindo a nova tendência de consumo rápido que impera até hoje. Atualmente, poucas grifes são consideradas membros da Câmara Sindical da Alta-Costura: Chanel, Christian Dior, Givenchy e Jean Paul Gaultier são as mais famosas. Além disso, existem os membros convidados a desfilar, como Alexis Mabille, Giambattista Valli e Iris Van Herpen. Há também os membros representantes, que participam da semana de moda “representando” a alta-costura de outros países. São eles: Giorgio Armani Privé, Elie Saab e Valentino.
Mas com preços nas alturas e uma lista de clientes restrita a poucas centenas de milionários, como as casas de alta-costura se sustentam? Mais do que gerar lucro, os desfiles couture servem para promover a imagem da grife e seus outros produtos. “A primeira fonte de renda de uma maison são seus perfumes. Em segundo lugar, vem a linha de cosméticos. Em seguida, os acessórios. Depois vem a linha de prêt-à-porter e só depois o lucro das peças de alta-costura”, explica o professor e historiador de moda João Braga.
A Importância:
Grande parte das inovações e extravagâncias dos desfiles de alta-costura nunca chegará a ser usada, tendo como destino os arquivos das maisons. Mais do que apresentar roupas para serem vestidas, as semanas de alta-costura servem como ricas fontes de ideias. “Alta-costura é a parte mais elevada do prêt-à-porter. É um trabalho da grife que deseja preservar seu savoir faire”, explica Didier Grumbach, atual presidente da Câmara Sindical da Alta-Costura. “Alta-costura se transformou em um laboratório que confere importância e novas ideias ao calendário da moda”, completa Grumbach.
Gustavo Lins, único brasileiro a constar atualmente como membro da Câmara Sindical da Alta-Costura, é da mesma opinião. “A alta-costura é um grande laboratório de formas, sensações e códigos. Ela serve para alimentar a indústria da moda com ideais e imagens fortes. É uma locomotiva que puxa vários vagões” (Grumbach).  Apesar de ter que obrigatoriamente ser produzida em Paris, a alta-costura não precisa ser feita por franceses.
Glossário:
Alta-costura: Do francês "Haute Couture", onde couture quer dizer trabalho com agulha ou costura. É o estilismo executado na mais alta qualidade, seguindo as regras da Câmara Sindical da Alta-Costura.
Prêt-à-porter: Nome francês do estilo "ready-to-wear", em português; pronto para vestir. Isto quer dizer, são roupas que já são vendidas prontas, como estamos acostumados a comprar hoje em dia.
Maison: também importada do dicionário francês, quer dizer casa.
Croqui: são os desenhos que os estilistas fazem das roupas e acessórios que serão desenvolvidos nas coleções.
Trench Coat: no sentido mais literal da coisa, o Trench Coat, também conhecido como Raincoat em alguns países, é um casaco para os dias de chuva e frio.

Para mais informações é só acessar o site http://www.modeaparis.com, que lá encontra muitas novidades sobre a moda parisiense e principalmente da Alta-Costura.
Fontes de Referências: ''Moda Spot.Com''  , ''Moda a Paris'' e ''FAAP MBA''

O Rei do Rock Elvis Presley - Considerado Revolucionário da Moda

A Vida:
Foi um famoso músico e ator, nascido nos Estados Unidos da América, sendo mundialmente denominado como Rei do Rock. É também conhecido pela alcunha Elvis The Pelvis, apelido pelo qual ficou conhecido na década de 1950 por sua maneira extravagante e ousada de dançar. Uma de suas maiores virtudes era a sua voz, devido ao seu alcance vocal, que atingia segundo especialistas, notas musicais de difícil alcance para um cantor popular. 
A crítica especializada reconhece seu expressivo ganho, em extensão, com a maturidade; além de virtuoso senso rítmico, força interpretativa e um timbre de voz que o destacava entre os cantores populares, sendo avaliado como um dos maiores e por outros como o melhor cantor popular do século XX.
Na Moda:
A influência de Elvis Presley na moda é bem maior do que a maioria dos fashionistas gostaria de admitir. Afinal, o astro imortalizou o macacão com capa, pedras preciosas, correntes de ouro e fartas costeletas. Mas limitar a imagem do Rei e sua influência fashion a esse figurino é esquecer sua longa e complexa história. O garoto de visual comportado do sul dos Estados Unidos, que se apresentava de terno e gravata, deu lugar ao jovem contestador de roupas de couro e se tornou um fenômeno que determinou o look dos anos 1970.
Itens Básicos da Moda:
Se hoje a calça jeans, a camiseta branca e a jaqueta de couro estilo aviador são itens básicos de qualquer guarda-roupa, agradeça a Elvis Presley. O cantor americano, ao lado dos atores James Dean e Marlon Brandon, popularizou as peças - até então usadas somente por trabalhadores braçais - e também o rockabilly, misturando batidas de country e rhythm and blues. Com o fim da guerra e do racionamento de produtos têxteis, e a ascensão do american way of life, a moda encontrou o cenário ideal para crescer na década de 1950.
Luxuria e Alta – Costura:
Ao mesmo tempo em que a luxuosa alta-costura de Christian Dior conquistava espaço com o “New Look”, o visual rebelde também ganhava força entre os jovens, impulsionado principalmente pelo cinema. 
Os Filmes: 
Os filmes eram os grandes lançadores de tendência e as estrelas de Hollywood eram referências indiscutíveis de moda. Elvis fazia parte dessa constelação: atuou em 31 filmes, e, apesar de não ter sido indicado ao Oscar por nenhum deles, tornou-se um ícone do cinema, da música e, claro, da moda. 
O Sucesso Mundial: 
Em 1956, o cantor deixou de ser um sucesso local para se tornar fenômeno mundial e ganhou o apelido que o tornaria imortal: “Elvis, the Pelvis”. Sua atitude ousada o transformou em lenda. 
Elvis Presley
A Sensualidade:
Elvis não tinha medo de ser sensual e se mostrava seguro tanto nos palcos quanto nas telas. Por isso seduziu o mundo e segue exercendo sua influência até hoje, 35 anos após a sua morte. 
Coleção Inspirada:
Em janeiro deste ano, por exemplo, a coleção de inverno do estilista Fause Haten, exibida no SPFW, foi inspirada no Rei do Rock. E seu estilo batizou até mesmo desenhos de roupas, como o Elvis Dress, de Catherine Walker, uma das estilistas preferidas da Princesa Diana, que usou diversas vezes o look inspirado no astro.
Homenagens no Brasil:
Para homenageá-lo, este ano o Brasil receberá dois eventos dedicados ao cantor. Em setembro, a exposição “Elvis Experience”, em São Paulo, exibirá cerca de 500 objetos pessoais do Rei, entre roupas, fotos e até um carro. Priscilla Presley, ex-mulher do cantor, virá especialmente para a inauguração da mostra. 
E, em outubro, a turnê "Elvis Presley in Concert" passa por São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. Nos shows, que já estão com lotação esgotada, os fãs poderão matar um pouco a saudade: contando com a ajuda da tecnologia, Elvis canta e interage com banda e a platéia. Uma ótima chance de rever mais uma vez o estilo inconfundível do Rei do Rock.

Citação: 
"A imagem é uma coisa e um ser humano é outra. É muito complicado viver de acordo com uma imagem."
(Elvis Presley)









Para Relembrar: 
‘’Suspicious Mind’’

Estilista considerado o arquiteto da costura - Cristóbal Balenciaga


O purista e classicista Balenciaga era um homem discreto, exigente e de uma elegância refinada. Era um dos poucos estilistas que sabia cortar e costurar com perfeição. Considerado o grande mestre da alta-costura, o espanhol Cristóbal Balenciaga era uma espécie de arquiteto da costura. A base de sua arte estava na solidez de suas linhas clássicas. Ele acreditava na continuidade do seu trabalho através da temporalidade da moda.
O "belo Balenciaga", como também era chamado, criou várias silhuetas para a mulher, brincando com as proporções e as cores, sempre com resultados surpreendentes.
Em 1915, abriu sua primeira casa de costura em San Sebastian, cidade próxima à sua. Seu sucesso não demorou a chegar e, em pouco tempo, se transferiu para Madri. Em 1936, decidiu se mudar para Paris e, em agosto do ano seguinte apresentou sua primeira coleção. Nesta década de 30, Balenciaga já havia ganhado a fama de melhor costureiro da Espanha. Entre 1936 e 1937, mudou-se para Paris.
Dez anos antes do “New Look” de Dior, que viria revolucionar a moda da época, as criações de Balenciaga começaram a atrair as damas da sociedade e atrizes famosas para sua maison, que ficava no número 10 da avenida George 5º, em Paris.
A experiência adquirida em alfaiataria permitia que o espanhol não só desenhasse seus modelos, mas também os cortasse, armasse e costurasse, o que não é comum aos estilistas, que em geral apenas desenham suas criações.
A perfeição nas proporções conseguida por Balenciaga em seus modelos aproximava sua arte da arquitetura. Considerado o grande mestre da alta-costura, seu estilo elegante e severo, às vezes dramático, tornaram inconfundíveis suas criações.
As cores que usava nesta época eram sóbrias, como tons de marrom escuro, porém ganhou, posteriormente, fama de colorista.
Em 1939, lançou o corte de manga com a aplicação de um recorte quadrado e uma linha de ombros caídos, com cintura estreita e quadris arredondados. 
No ano seguinte, apresentou o seu primeiro vestidinho preto, com busto ajustado e quadris marcados por drapeados, além de abrigos impermeáveis em tecidos sintéticos.
Em 1942, as jaquetas largas e as saias evasês compunham a chamada “linha tonneau”. 
O primeiro paletó-saco e os redingotes com mangas-quimono surgiram em 1946.
Suas coleções de 1947 e 1948 tiveram inspiração espanhola, com elegantes vestidos e boleros de toureador para a noite.
Seu primeiro perfume, “Fruites des Heures” foi criado em 1948.
Em 1949, fez mantôs muito largos e, em 1950, vaporosos e retos, além do vestido-balão.
Na década de 50, Balenciaga apresentou lã tingida de amarelo-vivo e cor-de-rosa.
Balenciaga viveu o auge de sua fama e criação durante os anos 50, começando em 1951, mudando a silhueta feminina ao eliminar a cintura e aumentar os ombros, num talhe muito acentuado.
Em 1955, criou o vestido-túnica e, em 1956, subiu as barras dos vestidos e casacos na frente, deixando-as mais compridas atrás, além do primeiro vestido-saco. Em 1957, apresentou o vestido-camisa. 
A linha “Império” foi criada em 1959 e veio com a cintura alta para os vestidos e os mantôs em forma de quimonos.
Durante os anos 60, Balenciaga criou casacos soltos, amplos, com mangas-morcego e, em 1965, apresentou os primeiros impermeáveis transparentes em material plástico.
Sua última coleção foi lançada na primavera de 1968 – ano em que se aposentou e fechou sua maison – e mostrou jaquetas largas, saias mais curtas, vestidos-tubo e muitas cores.
Desde 1997, o francês Nicolas Ghesquière cuida da criação da marca, que foi comprada pela poderosa Gucci em julho de 2001.

Frase de inspiração do estilista:
"Não acrescente detalhes inúteis a um vestido. Não coloque uma flor simplesmente porque você tem vontade de fazê-lo, mas para indicar o centro da cintura, o ponto final de um desenho."
(Chistóbal Balenciaga)