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Dica de Leitura - ''O Correio Feminino'' de Clarice Lispector


A Respeito do Livro:
As colunas de comportamento que a escritora Clarice Lispector escrevia sob os pseudônimos de Tereza Quadros, para o jornal Comício em 1952; Helen Palmer, para o Correio da Manhã em 1959 e Ilka Soares, para o Diário da Noite em 1960; e que agora foram reunidas no “Correio Feminino”. O livro foi lançado esse mês pela editora Rocco, organizado pela professora Aparecida Maria Nunes.
Acho que pra Clarice escrever as dicas de etiqueta para as mulheres era uma diversão ela sempre frisava a necessidade de discrição da mulher e a necessidade de apresentar um comportamento conforme a idade.  Por isso suas colunas e assim como o livro é dividido por assuntos e foram adaptas para atualidade.
Alguns Trechos do Livro:
“A mulher inteligente não é escrava dos caprichos dos costureiros, dos cabeleireiros e dos fabricantes de cosméticos. Antes de adotar a última palavra da moda, ela estuda o efeito da mesma sobre seu tipo. A mulher inteligente sabe que mais importante que parecer “chique” é parecer bonita. (…) Raciocinem, estudem a si próprias, em detalhes, lembrem-se de o que fica bem a uma Elizabeth Taylor, miúda e frágil, ficaria ridículo em Sophia Loren. No entanto, ambas são lindíssimas.”
Ano a ano, variam as modas. (...)
E as mulheres obedecem a moda. (...)
Todas as mulheres? Não. A mulher inteligente não é escrava dos caprichos dos costureiros, dos cabeleireiros e dos fabricantes de cosméticos. Antes de adotar a última palavra da moda, ela estuda o efeito da mesma sobre seu tipo. A mulher inteligente sabe que mais importante que parecer “chique” é parecer bonita. (...)
Espero que minhas leitoras pertençam a esse tipo de mulher.(...)
Raciocinem, estudem a si próprias, em detalhes, lembrem-se de o que fica bem a uma Elizabeth Taylor, miúda e frágil, ficaria ridículo em Sophia Loren. No entanto, ambas são lindíssimas. (A Moda... e a mulher inteligente)
O figurinista da tela não cria apenas uma indumentária. Ë um criador de um personagem(...). Mas o mesmo modeo, copiado para a vida diária, poderá perder a magia e tornar-se um trapo.(Vestido de Cinema)


Aqui nos trechos foquei nos que achei mais sobre a respeito de moda devido o blog, mais o livro retrata e mostra de diversos assuntos de como se comportar em certas ocasiões, como melhoras seu relacionamento com seu marido e diversos outros assuntos. Que vale muito apena conferir com a leitura completa do livro. 
Clarice Lispector:
Ucraniana, sagitariana, judia, veio para o Brasil ainda bebê e passou a infância no Recife e aos 15 anos veio para o Rio de Janeiro, onde começou a estudar Direito. Casou-se com o diplomata Maury Gurgel Valente. Teve dois filhos e se separou em 1959. Apesar de escrever desde pequena, sua carreira como escritora começa no período da faculdade com 20 anos onde começou a trabalhar como jornalista no 'Diário da Noite. Seu primeiro livro publicado foi “Perto do Coração Selvagem” em 1944, aos 24 anos. 
Era uma mulher muito bonita. Independente, fez das letras seu ganha pão e contou com o apoio de amigos como Fernando Sabino, Rubem Braga e Alberto Dines. Em 1967 dormiu com um cigarro aceso e o descuido causou um incêndio. Por pouco não teve a mão direita amputada. Após o incidente continuou sua produção literária intensamente. Morreu em 1977, aos 57 anos, vítima de câncer. Entre suas obras as mais celebradas são “A Paixão segundo G.H” e “A Hora da Estrela”, ambos já ganharam versões para teatro e cinema.
Crônicas Publicadas no Livro:
"Alegria de Viver"
Conheço inúmeras mulheres que definham de tédio, permanecendo em casa o dia todo, vão ficando nervosas, insatisfeitras, mal-humoradas, criando doenças imaginárias, aborrecendo aos outros e a si mesmas e acabam mesmo doentes, neurastênicas. O remédio mais fácil e direto para evitar isso é uma ocupação que as distraia, que lhes desgaste as energias. O ser humano inativo torna-se triste, consome-se e não sente o menor prazer em viver. O trabalho é necessário não somente como justificativa para a vida em sociedade como para a saúde, a alegria e a juventude.
"Brilha"
A diferença entre uma mulher com belos traços e uma mulher bonita só pode ser explicada se considerarmos o "brilho interno e pessoal" de uma mulher. Em grande parte essa característica pessoal depende da saúde e esta é subordinada à alimentação. Portanto, em última análise, a alimentação é responsável pela beleza de muitas mulheres, que, não tendo traços perfeitos, são consideradas bonitas. Portanto, cuidado com a alimentação que deve ser rica em legumes e frutas.
"A atenção"
Uma das qualidades mais apreciadas pelos homens nas mulheres é a atenção. A mulher que sabe ouvir agrada e impressiona seu interlocutor, a ponto dele se sentir bem em sua companhia e não notar o tempo que passa. Este é um conselho de beleza, amiga. Seja uma boa ouvinte e será grandemente apreciada, principalmente pelos representantes do sexo masculino.


Isabel Marant - Criadora de Verdadeiras Obsessões do Universo Fashion

Nome:
Filha de um francês e uma alemã, Isabel cresceu envolvida pelo universo da moda. Ajudada pela avó antilhana, que lhe proporcionou um cenário cosmopolita e culturalmente rico, Isabel desde cedo começou a criar a moda como sua maior característica, o seu DNA, onde se descobriu verdadeiramente.
O Começo:
Começa a criar suas próprias roupas aos 15 anos de idade com uma velha máquina de costura que ganhou de presente. Ela corta roupas velhas que transforma em novas. Próxima à proposta de Coco Chanel, Isabel Marant busca também a sobriedade e os códigos masculinos. Marant tirou seu diploma em 1987, no estudio Berçot.
Na Moda:
Seduz as mulheres já há 15 anos com uma moda criativa e sempre acessível. A estilista nasceu em 1967, filha de pai francês e mãe alemã. Muito cedo, ela desenvolve uma paixão pela mistura de gêneros, graças à sua avô antilhana que lhe oferece uma educação cosmopolita.Graduou-se em moda no Instituto Berçot em Paris no ano de 1987.

Criações:
Criadora de verdadeiras obsessões do universo fashion, sua principal característica é apostar em coleções exclusivas, com pegada etnica e detalhes multiculturais. Até "ontem" Isabel era um segredinho das fashionistas francesas, porém hoje seu desfile é um dos mais disputados da semana de moda de Paris.
Parcerias de Criação:
Em 1988 produz com Bridget Yorke, uma coleção para a famosa YORKE & COLE. Em 1990 cria sua primeira marca, a Twen. Em 1994 a Twen se transforma na homônima Isabel Marant, que conhecemos hoje, adulada pela mídia francesa, queridinha dos entendidos, Isabel é considerada atualmente uma referência da "nova moda" de seu país.
Sua Marca:
Em 1994, essa marca vira a marca Isabel Marant, homônima, que conhecemos hoje. A proposta de estilo de Marant é a mistura de universos diferentes e sempre femininos. Sua primeira coleção foi apresentada em 1995, e em 1997, recebeu o troféu "Whirlpool". Nesse mesmo ano, inaugurou sua boutique em Paris. Em 2003, nasceu seu primeiro filho, e em 2004, ela lança sua linha infantil.
Inspirações:
Inspirada por suas viagens, a mistura de universos de Marant seduzem pela combinação de cores e cortes de bases quase étnicas. Amplamente divulgada e adulada pela mídia, a marca tornou-se uma referência da "nova criação francesa"
A Primeira Loja:
Teve muito sucesso com a inauguração de sua primeira loja em solo americano. Como não poderia ser diferente, o espaço escolhido foi um casarão do descolado bairro do Soho em New York. A inauguração causou tanto frisson que a enorme fila na porta durou semanas.
Ganhando o Mundo:
De lá pra cá o "segredinho das parisienses" ganhou o mundo. E pode ser visto no corpitcho de "celébs" gringas e brasileiras.
A Criação Sneakers:
Uma das manias são os Sneakers (aquele tênis que esta todo o vapor em todos os lugares, deixando o pé ‘’pequenininho’’ e super estiloso) Vale muito a pena ter um Sneaker.

Refletindo:
‘’Pequenas coisas fazem grandes dias. ’’
(Isabel Marant)

Cecilia Echenique - Um olhar inovador atua no Mercado de luxo



Sua Vida:
Uma estilista que nasceu artista – e assim se mantém. Cecília estudou arte. Começou fazendo instalações e performances enquanto muitos estilistas da sua geração só se preocupavam em fazer “o que vai vender na próxima estação”. Cecília tem base, pesquisa, mergulha fundo em suas referências – sejam viagens, trabalhos de grandes mestres das artes visuais, ou simplesmente uma música ou o olhar de um amigo. Para uma estilista-artista tudo é inspiração. Sua moda é sua arte.
Carreira:
Sua moda é sua arte. Sob um olhar inovador atua no Mercado de luxo criando vestidos e adornos, que têm estado presentes nos casamentos mais elegantes e modernos espalhados pelo Brasil.
A Versatilidade:
Com base e pesquisa, mergulha fundo em referências étnicas, nas formas da natureza e no romantismo. A estas referências acrescenta elementos de versatilidade, expressão, rito, liberdade, pureza, arte, cultura, interação e tecnologia, o que resulta em um vocabulário visual único e peculiar, caracterizando o trabalho da estilista, que veste a mulher de hoje e que olha para o futuro. Para esta estilista-artista, sua criação reflete o momento no qual o mundo se encontra e indica o olhar para o futuro melhor, seja através da sua linha festa ou através da sua linha Day by day.
Olhar Sustentável:
O olhar sustentável da estilista a fez criar um projeto social-ambiental chamado PROJETO LIBÉLULA, tem como pilares a reciclagem de tecidos residuais de sua marca e de diversas marcas brasileiras. Contando com o apoio da ABEST (Associação brasileira de estilistas), e do IPÊ (Instituto de pesquisas ecológicas), o projeto se torna 100% sustentável ao gerar trabalho e renda para mulheres de diversas regiões carentes do Brasil. 

Refletindo:
‘’Para o dia a dia uso minha linha urbana. Aposto em camisas, calças de alfaiataria e blazers com bastante design e qualidade. É aquela roupa que vai comigo do início do dia até um jantar ou uma festa à noite.’’
(Cecilia Echenique)

Nina Ricci - A estilista que revolucionou as formas mais femininas

Um pouco de sua história

Maria Nielli, mais conhecida
como Nina Ricci. Uma estilista
que teve um grande potencial na
moda francesa e mundial.


Estilista francesa, nasceu em 1883, na cidade italiana de Turim, com o nome de Maria Nielli, mas mudou-se para Françacom apenas 7 anos e adotou a nacionalidade francesa. Com 14 anos, Nina Ricci começou por ser aprendiz de costureiranum atelier e, aos 18 anos, já desenhava e vendia as suas próprias roupas para diversas casas de moda. Aos 22 anos,era chefe de design do atelier e destacava-se por criar vestuário que tornava as formas femininas ainda mais femininas,ao invés de apostar em algo revolucionário. Uma característica comum às suas criações era a liberdade de movimentoque davam a quem as usava.



Em seus acessórios, a marca
sempre dá um ar de elegância. 

O seu diferencial na moda

Nina Ricci começou a dedicar-se à alta-costura, a que acrescentava sempre um adereço para dar um toque especial e personalizado às roupas feitas para as clientes ricas.


A fundação de sua empresa

O logo da marca ''Nina Ricci''

Em 1932, com 49 anos e emparceria com o filho Robert, fundou a sua própria empresa, que começou por funcionar num atelier, com apenas umadivisão, na Rue des Capucines. Optou por deixar de vender as suas criações a outras casas de moda e, em apenas seteanos, o negócio expandiu de tal forma que passou a ocupar onze andares de três edifícios na mesma rua.


A História do perfume ''Nina Ricci''

A embalagem do perfume Nina Ricci
 é no formato de uma maçã.
Que representa o fruto proibido.
Que tem haver com a passagem da bíblia
muito famosa de Adão e Eva.
O primeiro perfume Nina Ricci apareceu em 1946, por iniciativa de Robert, com o nome Coeur-Joie. Dois anos depois,seguiu-se o conhecido L'Air du Temps. Durante a década de 50, depois de ter recrutado alguns novos talentos doestilismo para a sua empresa, retirou-se da moda, mas passou tudo para as mãos do filho Robert, que se revelou umastuto homem de negócios. Especializado na área dos perfumes, Robert expandiu o negócio ao acrescentar váriasfragrâncias à marca Nina Ricci, enquanto licenciava o nome a diversas empresas. A coleção de 1959 conheceu umgrande sucesso, que reforçou a fama mundial do nome Nina Ricci. Assim, quando Nina Ricci morreu em 1970, já tinhavisto a sua casa a receber reconhecimento internacional. Contudo, a estilista já não assistiu à mudança de instalações,em 1979, para a importante Avenida Montaigne (lugar de prestígio no mundo da moda) em Paris, numa altura em que amarca estava em alta, graças à ação de Robert. Este viria a falecer em 1988, depois de ter visto a marca Nina Riccireceber uma série de prémios. Em 1993 uma série de novos talentos proporcionou à casa uma grande diversidade emtermos de áreas de atividade, razão por que o nome Nina Ricci é conhecido hoje em dia pela alta-costura, os acessóriose os perfumes.

Campanhas Publicitarias ''Nina Ricci''

Raquel Zimmermann para Nina Ricci 
Primavera / Verão - Europeu
2012





Malgosia Bela para Nina Ricci
Primavera / Verão - Europeu
2011



Jessica Stam para Nina Ricci
Primavera / Verão - Europeu
2010

Paul Poiret - O costureiro que libertou a mulher do espartilho




Um dos seus looks mais famosos.
Como se da pra perceber é um vestido
bem soltinho. 
Um pouco de História: 


O início do século assistiu a uma sucessão de vanguardas que mudaram o modo como a arte e o artista eram vistos pela sociedade e também a percepção estética do período. O Cubismo, o Surrealismo e o Dadaísmo, foram apenas uns entre vários movimentos da arte presentes. No início do século XX a Europa vivia uma intensa transformação de valores e consumo, ninguém  mais do que Paul Poiret soube enxergar o que esta nova época desejava em matéria de vestimenta.



Paul Poiret (1879 - 1944)

Um dos grandes nomes da história da Moda
que vez revolução no vestuário feminino.


Com apenas 24 anos, abriu sua própria Maison. Inspirado pelos Balés Russos e pela atmosfera Oriental, realizou roupas que mudaram a silhueta feminina e a História da Moda. Em 1906, um vestido marcou a nova silhueta, não mais apertada, espremida pelo espartilho. Poiret ficou conhecido por liberar as mulheres desse incômodo acessório. Para a mulher que precisava usar todos os dias o apertado espartilho, foi uma revolução.  Agora ao invés de espartilhos, a mulher poderia usar ligas e soutiens.
Um dos croquis de Paul. ''La Biche appivoisée''



Ele fez a revolução na moda feminina, onde deu mais
liberdade nos trajes sem o uso do espartilho que
amarava e marcava muito o corpo. 



A revolução que fez na moda:

Desejava revigorar a moda do seu tempo, ou seja, não havia nenhuma preocupação com a saúde, mas sim com a estética da silhueta feminina. Para o costureiro a beleza da mulher deveria ser vista de forma natural e como suporte bastaria usar o soutien e uma cinta. O soutien moderno e a calcinha (caçelons) confeccionada de seda e algodão menos volumosa são criações peças de suas criações.
A França deste período vivia a tendência do orientalismo. A apresentação da peça Shérazade (balé russo) cujos figurinos eram assinados por Léon Bakst, deu início a esta tendência. As cores fortes, as calças odaliscas e os tecidos brilhantes passaram a fazer parte das criações de Poiret. Suas inspirações vieram do fauvismo.


Poiret desbancou a moda ostentativa predominante desde século XVI, disse certa vez para a revista Vogue (1913):

“Vestir uma mulher não é cobri-la com ornamentos, mas sim sublinhar o significado de seu corpo e realçá-lo, envolver a natureza em um contorno capaz de acentuar sua graça” (QUEIROZ, 1998, p.14).

Peças inovadoras:

A Minaret, que era uma túnica em forma de abajur, a saia funil, que exigia da mulher passos curtíssimos, o trotteur (tailler de corte masculino) e para fazer uso dele, foi necessário subir a barra da saia até o calcanhar, fato que escandalizou que provocou espanto nas pessoas conservadoras da época. As calças odalisca e culote são precursoras das pantalonas e de outros modelos de calças atuais. Observando que de início estes trajes não eram aceitos por todas as mulheres, mas sim por atrizes e mulheres mais ousadas.

O seu reconhecimento:

Tudo isso faz com que Poiret possa ser considerado o primeiro designer do século, estampando com a sua marca todos os seus projetos e conseguindo vender tudo, desde acessórios, perfumes, roupas a peças de decoração de interiores. Sua maison, que comercializava todos os seus produtos, tinha uma decoração extravagante, considerada vanguardista, assim como a maioria de suas criações, de suas festas e de sua vida da qual pôde conduzir até ser convocado para a Primeira Guerra Mundial, anunciando o fim de sua fantástica carreira.

Os acontecimentos de sua vida:

Poiret transformou-se em um dos mais famosos costureiros, no entanto com o início da Primeira Guerra Mundial, Poiret teve que se afastar para servir o exército. Foi uma de suas piores fases. Por constar em seus documentos a profissão de alfaiate, teve que arrumar os uniformes dos soldados, tarefa nada fácil para ele que não sabia costurar. Desenhou fardas mais práticas e com menos tecidos. Passou a ser chefe de produção, mas o temperamento genioso o colocava em constantes dificuldades. 
Após a guerra retornou ao seu atelier, mas percebeu com muita frustração que a moda seguia o espírito do momento, suas roupas já eram consideras ultrapassadas. Poiret organizou festas no intuito de resgatar seu prestígio, mas foi em vão. 
Caiu em ruína a esposa e os clientes o abandonaram. Na volta da guerra, as mulheres já não se reconheciam tanto nos trajes de Poiret que, aos poucos, vai se sentindo abandonado. Acreditando poder recuperar sua clientela com algumas de suas festas, ele organiza algumas delas com extravagantes convites e importantes presenças. Porém, as dívidas acabam só aumentando. 
Vende sua grande coleção de quadros adquiridos diretamente de Matisse, Picasso e Van Dongen, escreve algumas obras e, depois de fechada sua maison, passa a pintar quadros que ganham uma retrospectiva organizada pelo amigo Jean Cocteau em 1944. 

Morte:
  
No entanto, Poiret se vê impedido de assistir a seu último sucesso, morrendo alguns dias antes da abertura da exposição, à beira da miséria e abandonado pela mulher Denise. 
Em abril de 1944, Poiret morreu pobre e esquecido.

Era Vitoriana (1837 - 1860)

É um dos períodos que eu mais gosto de falar, uma época de muito glamour nas roupas, ousadia, pelo uso de armações.  Este período ganha este nome, devido a Rainha Vitória, que era monarca no Reino Unido que hoje é a a atual  Inglaterra. 



Rainha Vitória: 

Um dos retratos mais famosos da Rainha Vitória.


A rainha Vitória reinou na Inglaterra por sessenta e quatro anos (1837-1901), seu governo ficou conhecido como a “Era Vitoriana”, período de grande ascensão da burguesia industrial.


Bibliografia:

No dia 24 de maio de 1819, nasceu Alexandrina Vitória Regina, filha do duque de Kent e da ex-princesa de Leininge. O pai de Vitória faleceu quando ela completou oito meses; aos 18 anos a jovem herdou o trono de seu tio, o rei da Inglaterra Guilherme IV. No presente texto iremos abordar o reinado mais longo da história da Inglaterra, pois Vitória ficou no poder por 64 anos, seu governo tornou-se conhecido como a “Era Vitoriana” (1837-1901).
Sempre elegante, a Rainha Vitoria do ''Reino Unido''
onde hoje é a atual ''Inglaterra'', que não perdeu
ainda o poder monarca. 
Após assumir o poder em 1837, a rainha Vitória enfrentou seu primeiro desafio, a ascensão do movimento cartista (reivindicação dos trabalhadores) até meados de 1850. Três anos depois de sua posse como rainha, Vitória casou-se com seu primo, o príncipe Alberto, no ano de 1840, juntos tiveram nove filhos. Alberto desempenhou grandes influências no governo de Vitória, incentivou o desenvolvimento das artes e das ciências, modernizou e fortaleceu o exército britânico.
Vitória era amante das letras, estudou geografia, história, falava fluentemente além do inglês, o francês e o alemão, também tocava piano; podemos dizer que a rainha Vitória era uma erudita apreciadora de artes, aliás, desempenhou a prática da pintura até seus setenta anos.
Uma dura perda foi a morte de seu marido Alberto, no ano de 1861, a rainha se desmanchou em lágrimas e viveu em luto por quase toda sua vida. O governo de Vitória perdurou 64 anos, tornou-se o maior reinado da história da Inglaterra. Mais conhecido como a “Era Vitoriana”, o principal feito durante o seu reinado foi o apogeu da politico industrial e colonialista inglesa, marcado pela prosperidade industrial da burguesia.
Dessa forma, os últimos trinta anos da “Era Vitoriana” foram marcados pelo Imperialismo e Neocolonialismo britânico, as potências industriais europeias (Inglaterra, França, Alemanha) submeteram, dominaram e exploraram os continentes asiático e africano. Durante o seu reinado aconteceram alguns conflitos, como a Guerra da Crimeia (1853-1856) e a guerra dos Boers na África do Sul (1899-1901). 
Além das atribulações políticas, a rainha Vitória desempenhou uma série de atribuições sociais, como a Abolição da Escravidão no Império Britânico (1838), reduziu a jornada de trabalho dos trabalhadores da indústria têxtil para dez horas (1847), instalou o “Third Reform Act”- direito ao voto de todos os trabalhadores (1884).
No ano de 1901, a rainha Vitória faleceu, deixando um grande legado para a Inglaterra: a expansão territorial doimpério britânico e o fortalecimento da indústria inglesa e da burguesia industrial. (Segundo o Site: Brasil Escola)


A Moda Vitoriana:  

A influência da rainha Vitória foi marcante.
Ela foi a referência durante
todo seu reinado, até mesmo em seu período de luto,
 após a morte de seu esposo, o príncipe Albert.
  
É o estilo inspirado no modo de vestir da Rainha Vitória, bem caracterizado por detalhes, rendas, golas altas, babados, mangas bufantes, laços, e espartilhos. As cores predominantes são as escuras e o estilo vitoriano é mais usado no inverno por ser mais pesado, inclusive por ter sido criado na Inglaterra medieval. 
Vitorianos considerava a "ampulheta" a melhor forma para lisonjear a forma feminina e as mulheres usavam espartilhos restritivos para alcançar esse ideal. 
Ainda nesse século, após a rainha ter se casado, as cores e estampas das roupas se tornaram mais sóbrias e escuras, como que para demonstrar um aspecto mais sério da soberana.
Algumas mulheres mudaram da anágua em forma de sino, que enchia toda a saia, por uma que fazia a parte da frente do vestido ficar reta e enchia somente a parte de trás.



O ideal feminino que passa a ser seguido é:

Um retrato das mulheres da era vitoriana, veja como eram elegantes
os seus trajes, mais muito desconfortáveis, pois eram cheios de armações
e muito apertados devido ao uso do espartilho, para terem uma cinturinha
fina, a conhecida ''Cintura Vespa''.
-  A crinolina, com muitas anáguas, gerando vestidos extremamente volumosos;
- O espartilho, evoluído do corset, agora mais ajustado à cintura, chegando inclusive a deformá-la;
-  As mangas extremamente justas e compridas, enfatizando os ombros caídos;
-  Cabelos cacheados;
-  Xales e chapéu grandes decorados eram os acessórios preferidos;
-  Maquiagem pálida com boca e olhos extremamente marcados;


O perfil da mulher da Época Vitoriana:

Foi dada a condição de ser frágil, puro, tímida, inocente e sensível. Qualquer característica que fosse de encontro a essas características era considerado vulgar. Por isso as roupas eram criadas para evidenciar esse perfil. 


O vestuário masculino tornava-se cada vez mais sóbrio:



Os trajes masculinos eram sempre,
acompanhados de cores escuras,
cartola e vários acessórios.









- Traje de alfaiataria clássica (fraque, casaca, colete e calça);
- Sapatos bicolores;
- A cartola;
- Barba grande e bigode ;
- Bengala, guarda-chuva e lenço;